Informação sobre hepatite, causas, sintomas e tratamento da hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D e hepatite E, hepatite aguda e crônica. Dicas de como prevenir a doença, e como evitar a sua transmissão, de modo a que o publico em geral tenha um conhecimento adequado sobre esta doença.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Hepatites virais crônicas em paciente infectado pelo HIV ou com aids

Estudos recentes indicam importante impacto das hepatites virais crônicas em paciente infectado pelo HIV ou com aids. Estudos realizados no Brasil indicam uma prevalência em torno de 5 a 8% de co-infecção HIV HBV e 17 a 36% de HIV HCV.
Nos últimos anos, estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa têm mostrado que as hepatopatias (insuficiência hepática crônica, cirrose e hepatocarcinoma) estão se tornando importante causa de hospitalização e de óbito entre os pacientes com HIV/aids.
Ao contrário de outras doenças oportunistas próprias das pessoas em imunodepressão devido à aids, tem-se observado aumento da incidência das complicações crônicas das hepatites virais neste grupo de pessoas.
Não foram observadas interações significativas entre o HIV e o HAV. A interação entre HIV e as hepatites B e C é bem clara e, além da aceleração do acometimento hepático, observa-se piores taxas de resposta ao tratamento. O tratamento das hepatites crônicas virais em pacientes infectados pelo HIV é complexo e deve ser realizado, preferencialmente, em serviços especializados e por profissionais que tenham experiência com as duas doenças.

Tratamento da hepatite E

Da mesma forma que na hepatite A, o diagnóstico clínico da hepa tite E aguda não permite diferenciar de outras formas de hepatites virais, apesar de ser possível a suspeita em casos com quadro clínico característico em áreas endêmicas. O diagnóstico específico pode ser feito pela detecção de anticorpos IgM contra o HEV no sangue.
O repouso é considerado medida imposta pela própria condição do paciente.
A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente anorético. De forma prática, deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool: esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Hepatite E

A hepatite E, é uma Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus E (HEV) do tipo RNA, classificado como pertencente à família Caliciviridae.
O período de incubação, intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível ao vírus e o início dos sinais e sintomas clínicos da doença neste hospedeiro, varia de 15 a 60 dias (média de 40 dias).
A hepatite pelo HEV ocorre tanto sob a forma epidêmica, como de forma esporádica, em áreas endêmicas de países em desenvolvimento.
A via de transmissão fecal-oral favorece a disseminação da infecção nos países em desenvolvimento, onde a contaminação dos reservatórios de água mantém a cadeia de transmissão da doença. A transmissão interpessoal não é comum. Em alguns casos os fatores de risco não são identificados.
Como na hepatite A, a melhor estratégia de prevenção da hepatite E inclui a melhoria das condições de saneamento básico e medidas educacionais de higiene.
A maioria dos casos evolui para a cura, sendo necessária a hospitalização dos casos mais graves, os quais são mais freqüentes entre gestantes. Quadro clínico assintomático é comum especialmente em crianças. Assim como na hepatite A, admite-se que não existem formas crônicas de hepatite E.
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