Informação sobre hepatite, causas, sintomas e tratamento da hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D e hepatite E, hepatite aguda e crônica.


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Prevenção e tratamento da hepatite A

Prevenir a hepatite A

A hepatite A pode ser prevenida pela utilização da vacina específica contra o vírus A1. Entretanto, a melhor estratégia de prevenção desta hepatite inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e das medidas educacionais de higiene.

Tratamento da hepatite A

O repouso é considerado medida imposta pela própria condição do paciente.
A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente anorético. De forma prática, deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingesta de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.


Sintomas da hepatite A

Se você tiver hepatite A, você terá uma inflamação no fígado que é causada por um vírus. Você nem sempre terá sintomas, mas quando rxitem estes incluem:
- Icterícia (olhos e pele amarelados, urina escura);
- Dor no abdómen;
- Perda de apetite;
- Náuseas;
- Febre;
- Diarreia;
- Fadiga;
As crianças que contraem hepatite A normalmente apresentam poucos sintomas.
Você pode transmite o vírus da hepatite durante cerca de 2 semanas antes de os sintomas aparecerem e durante a primeira semana em que eles aparecem, mesmo se você não tenha nenhum sintoma.


Prevenção da hepatite D

A melhor maneira de se prevenir a hepatite D é realizar a prevenção contra a hepatite B, pois o vírus D necessita da presença do vírus B para contaminar uma pessoa. Assim:

1. Não compartilhar alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamento para uso de drogas.

2. Usar preservativo, controle de bancos de sangue, vacinação contra hepatite B indicada para os seguintes grupos populacionais:
  • menores de um ano de idade, a partir do nascimento;
  • filhos de mães portadoras do HBsAg devem ser vacinados nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente;
  • na faixa de 1 a 19 anos de idade;
  • em todas as faixas etárias em pessoas doadoras regulares de sangue, portadores de hepatite C, pacientes em hemodiálise, politransfundidos, hemofílicos, talassêmicos, profissionais de saúde, populações indígenas, comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B, pessoas portadoras do HIV (sintomáticas e assintomáticas), portadores de neoplasias, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições para crianças e adolescentes, Forças Armadas, etc.), população de assentamentos e acampamentos, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, vítimas de violência sexual.
3. Imunoglobulina humana anti-vírus da hepatite B: é indicada para recém-nascidos de mães portadoras do HBsAg, contatos sexuais com portadores ou com infecção aguda (o mais cedo possível e até 14 dias após a relação sexual) e vítimas de violência sexual (o mais cedo possível e até 14 dias após o estupro).
4. Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da Saúde.

Prevenção da hepatite C

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção primárias e secundárias. As medidas primárias visam à redução do risco para disseminação da doença e as secundárias à interrupção da progressão da doença em uma pessoa já infectada.
Dentre as medidas de prevenção primária, destacam-se:
  • triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado;
  • triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, rim e pulmão;
  • triagem de doadores de córnea ou pele;
  • cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise.
Dentre as medidas de prevenção secundária, podemos definir:
  • tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado;
  • abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias hepatotóxicas. Controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas que visam a reduzir a probabilidade de progressão da doença, já que estes fatores, quando presentes, podem ajudar a acelerar o desenvolvimento de formas graves de doença hepática.

Prevenir a hepatite B

A Educação e divulgação do problema são fundamentais para prevenir a hepatite B e outras DST.
Além dessas ações, a cadeia de transmissão da doença é interrompida a partir de:

1. controle efetivo de bancos de sangue por meio da triagem sorológica;
2. vacinação contra hepatite B, disponível no SUS para as seguintes situações:

Faixas etárias específicas:
  • Menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto e crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade.
Para todas as faixas etárias:
  • Doadores regulares de sangue, populações indígenas, comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B, portadores de hepatite C, usuários de hemodiálise, politransfundidos, hemofílicos, talassêmicos, portadores de anemia falciforme, portadores de neoplasias, portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos), usuários de drogas injetáveis e inaláveis, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc), carcereiros de delegacias e penitenciárias, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, profissionais de saúde, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate. Em recém-nascidos, a primeira dose da vacina deve ser aplicada logo após o nascimento, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão vertical. Caso isso não tenha sido possível, iniciar o esquema o mais precocemente possível, na unidade neonatal ou na primeira visita ao Posto de Saúde. A vacina contra hepatite B pode ser administrada em qualquer idade e simultaneamente com outras vacinas do calendário básico. A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses).
3. uso de imunoglobulina humana anti-vírus da hepatite B nas seguintes situações:
  • recém-nascidos de mães portadoras do HBsAg;
  • contatos sexuais com portadores ou com infecção aguda (o mais cedo possível e até 14 dias após a relação sexual);
  • vítimas de violência sexual (o mais cedo possível e até 14 dias após o estupro);
  • acidentes ocupacionais segundo Manual de Exposição Ocupacional – Recomendações para atendimento e acompanhamento de exposição ocupacional a material biológico: HIV e hepatites B e C, que pode ser encontrado no site www.aids.gov.br.
4. uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da Saúde;
5. não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas.