Informação sobre hepatite, causas, sintomas e tratamento da hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D e hepatite E, hepatite aguda e crônica.


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Hepatite B

A hepatite B é uma doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite B (HBV), conhecida anteriormente como soro-homóloga. O agente etiológico é um vírus DNA, hepatovírus da família Hepadnaviridae, podendo apresentar-se como infecção assintomática ou sintomática. Em pessoas adultas infetadas com o HBV, 90 a 95%  curam-se; 5 a 10% permanecem com o vírus por mais de seis meses, evoluindo para a forma crônica da doença.
Os pacientes com a forma crônica podem apresentar uma condição de replicação do vírus (HBe Ag reagente), o que confere maior propensão de evolução da doença para formas avançadas, como a cirrose, ou podem permanecer sem replicação do vírus (HBeAg não reagente e anti-HBe reagente), o que confere taxas menores de progressão da doença.
Percentual inferior a 1% apresenta quadro agudo grave (fulminante). A infecção em neonatos apresenta uma taxa de cronificação muito superior àquela que encontramos na infecção do adulto, com cerca de 90% dos neonatos, evoluindo para a forma crônica e podendo, no futuro, apresentar cirrose e/ou carcinoma hepatocelular.
O período de incubação, intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível ao vírus e o início dos sinais e sintomas da doença varia de 30 a 180 dias (média de 70 dias).

A vacina contra a hepatite B está disponível desde 1982. A vacina é 95% eficaz na prevenção da infecção e do desenvolvimento de câncer e doença hepática crônica devido a hepatite B.


Distribuição geográfica da hepatite B

A prevalência de hepatite B é mais elevada na África Subsaariana e na Ásia Oriental, onde entre 5 a10% da população adulta está cronicamente infetada. As altas taxas de infecções crônicas também são encontrados na Amazônia e nas regiões do sul da Europa Central e Oriental. No Oriente Médio e no subcontinente indiano, uma estimativa de 2 a 5% da população geral é cronicamente infetada. Menos do que 1% da população na Europa Ocidental e na América do Norte é cronicamente infetada.

A hepatite B é uma infecção viral que ataca o fígado e pode causar tanto a doença aguda como crónica.
O vírus é transmitido através de contato com o sangue ou outros fluidos corporais de uma pessoa infetada.
Estima-se que 240 milhões de pessoas são cronicamente infectados com hepatite B (definidos como antigénio de superfície da hepatite B positivas para, pelo menos, 6 meses).
Mais de 780 000 pessoas morrem todos os anos devido a complicações da hepatite B, incluindo cirrose e câncer de fígado.
A hepatite B é um risco ocupacional importante para os trabalhadores de saúde.

No entanto, ela pode ser prevenida pela vacina segura e eficaz atualmente disponível.

Prevenção e tratamento da hepatite A

Prevenir a hepatite A

A hepatite A pode ser prevenida pela utilização da vacina específica contra o vírus A1. Entretanto, a melhor estratégia de prevenção desta hepatite inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e das medidas educacionais de higiene.

Tratamento da hepatite A

O repouso é considerado medida imposta pela própria condição do paciente.
A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente anorético. De forma prática, deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingesta de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.


Sintomas da hepatite A

Se você tiver hepatite A, você terá uma inflamação no fígado que é causada por um vírus. Você nem sempre terá sintomas, mas quando rxitem estes incluem:
- Icterícia (olhos e pele amarelados, urina escura);
- Dor no abdómen;
- Perda de apetite;
- Náuseas;
- Febre;
- Diarreia;
- Fadiga;
As crianças que contraem hepatite A normalmente apresentam poucos sintomas.
Você pode transmite o vírus da hepatite durante cerca de 2 semanas antes de os sintomas aparecerem e durante a primeira semana em que eles aparecem, mesmo se você não tenha nenhum sintoma.


Diagnóstico e cura da hepatite A

Em termos de Diagnóstico o prognóstico para hepatite A é excelente e a evolução resulta em recuperação completa.
A ocorrência de hepatite fulminante é inferior a 0,1% dos casos ictéricos. Não existem casos de hepatite crônica pelo HAV.
A doença pode ocorrer de forma esporádica ou em surtos e, devido à maioria dos casos cursar sem icterícia e com sinais e sintomas pouco específicos, pode passar na maioria das vezes despercebida, favorecendo a não identificação da fonte de infecção.
Nos pacientes sintomáticos, o período de doença se caracteriza pela presença de colúria, hipocolia fecal e icterícia. A freqüência da manifestação ictérica aumenta de acordo com a faixa etária, variando de 5 a 10% em menores de 6 anos e chegando até 70-80% nos adultos.
O diagnóstico específico de hepatite A aguda é confirmado, de modo rotineiro, por meio da detecção de anticorpos anti-HAV da classe IgM. A detecção de anticorpos da classe IgG não permite diferenciar se a infecção é aguda ou trata-se de infecção pregressa. Em surtos, pode-se confirmar a hepatite A também por vínculo epidemiológico, depois que um ou dois casos apresentaram anticorpos anti-HAV da classe IgM.


Vírus da hepatite A

O vírus da hepatite A é encontrado principalmente nas fezes e sangue de uma pessoa infectada. Os sintomas ocorrem durante a primeira semana de doença.
Você pode pegar hepatite A se:
• Comer alimentos ou beber água que foi contaminada por fezes contendo o vírus da hepatite A. Frutas, legumes, marisco, gelo e água são fontes comuns da doença.
• Você entra em contato com as fezes ou sangue de uma pessoa que atualmente tem a doença.
• Uma pessoa com hepatite A passa o vírus para um objeto ou alimento devido à má lavagem das mãos após usar o banheiro.
• Você participar em práticas sexuais que envolvem o contato oral-anal.

Nem todas as pessoas apresentam sintomas quando estão infectadas com hepatite A. Muitas pessoas infectadas não são diagnosticadas comhepatite A.
Os fatores de risco para contrair hepatite A incluem:
• Viagens ao exterior, especialmente para a Ásia ou América do  Sul ou América Central;
• Uso de drogas;
• Viver numa casa de repouso;

• Trabalhar em cuidados de saúde, em manejo de comida, ou na indústria das águas sanitárias.


Hepatite A, o que é, e quais as causas

A hepatite A é uma Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus A (HAV) e também conhecida como “hepatite infecciosa”, “hepatite epidêmica”, ou “hepatite de período de incubação curto”. O agente etiológico é um pequeno vírus RNA, membro da família Picornaviridae.
O período de incubação, intervalo entre a exposição efetiva do indivíduo suscetível ao vírus e o início dos sinais e sintomas clínicos da infecção, varia de 15 a 50 dias (média de 30 dias).
A hepatite pelo HAV apresenta distribuição mundial. A principal via de contágio é a fecal-oral, por contato inter-humano ou por água e alimentos contaminados. A disseminação está relacionada às condições de saneamento básico, nível socioeconômico da população, grau de educação sanitária e condições de higiene da população. Em regiões menos desenvolvidas, as pessoas são expostas ao HAV em idades precoces, apresentando formas subclínicas ou anictéricas em crianças em idade pré-escolar. A transmissão poderá ocorrer 15 dias antes dos sintomas até sete dias após o início da icterícia.
A transmissão sexual da hepatite A pode ocorrer com a prática sexual oral-anal (anilingus), por meio do contato da mucosa da boca de uma pessoa com o ânus de outra portadora da infecção aguda da hepatite A. A prática dígito-anal-oral pode ser uma via de transmissão. Deve ser lembrado que um dos parceiros precisa estar infectado naquele momento e que a infecção pelo HAV não se cronifica, o que faz com que este modo de transmissão não tenha grande importância na circulação do vírus na comunidade, embora, em termos individuais, traga as conseqüências que justificam informar essas possibilidades aos usuários.


Como o vírus da hepatite A se transmite?

O vírus da hepatite A é transmitido de pessoa para pessoa ao colocar algo na boca que foi contaminada com as fezes de uma pessoa infectada com o vírus da hepatite A. Este tipo de propagação é chamado de "fecal-oral." Isso pode acontecer através de uma variedade de maneiras, tais como quando uma pessoa infectada que prepara ou manipula alimentos não lava as suas mãos adequadamente após ir ao banheiro e, em seguida, toca na comida de outras pessoas. Uma pessoa também pode ser infectada através de água contaminada com vírus da hepatite A ou ao beber bebidas refrigeradas contaminadas com o vírus. Alimentos contaminados, água e gelo podem ser uma fonte significativa de infecção para as pessoas que viajam para muitas áreas do mundo. Por esta razão, o vírus é mais facilmente transmitido em áreas onde existem condições sanitárias precárias ou em que uma boa higiene pessoal não é observada.

A maioria das infecções virais de hepatite em pessoas dos Estados Unidos resultam de viagens internacionais realizadas a locais com taxas intermédias ou elevadas de hepatite A. A infecção do vírus pode dar-se através do contato com um membro da família ou parceiro sexual que tem hepatite A, ou através da partilha de drogas ilegais. Contato casual, como no ambiente de escritório, fábrica, ou na escola, não espalha o vírus da hepatite A.


Medidas de Controle da hepatite E

O virus HEV ocorre principalmente em países com infra-estruturas de saneamento básico precárias. As medidas de controle incluem a notificação de surtos e os cuidados com o paciente. A notificação é importante para que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão por meio de medidas preventivas.
Os cuidados com o paciente incluem o afastamento do mesmo das atividades normais (se criança, isolamento e afastamento da creche, pré-escola ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença e a máxima higiene, com desinfecção de objetos, limpeza de bancadas e do chão, utilizando cloro ou água sanitária. As medidas preventivas incluem:
  • Educação da população quanto às boas práticas de higiene, com ênfase na lavagem das mãos após o uso do banheiro, na preparação de alimentos e antes de se alimentar;
  • Medidas de saneamento básico com água e esgoto tratados;
  • Orientação das creches, pré-escolas e instituições fechadas para adoção de medidas rigorosas de higiene, como lavagem das mãos ao efetuar trocas de fraldas, no preparo dos alimentos e antes de comer, além da desinfecção de objetos, bancadas, chão, etc.
Até ao momento não existem imunobiológicos eficientes e disponíveis para o controle da hepatite E.
Como na hepatite A, a melhor estratégia de prevenção da hepatite E inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene pessoal. A maioria dos casos evolui para a cura, sendo necessária a hospitalização dos casos mais graves, mais frequentes entre gestantes. A recuperação é completa, e o vírus totalmente eliminado do organismo.


Medidas de Controle da Hepatite A

A melhor forma de prevenir a hepatite A é a implementação de medidas sanitárias e de higiene pessoal. A resistência do vírus da hepatite A no ambiente é relativamente alta.
Alguns estudos demonstraram experimentalmente a capacidade infectante do HAV em água e solos contaminados, após 3 meses a 25°C. Permanece viável por vários anos a -70°C e até 1 hora em temperatura entre 37° C e 60°C, sendo inativado pela fervura por 1 minuto. É resistente aos desinfetantes de superfície mais comuns, como o éter e os detergentes nãoiônicos; porém, perde a infectividade quando exposto ao formaldeído (0.25%) por 72 horas, ao cloro (1 mg/ml) por 30 minutos e à radiação ultravioleta.
O vírus da hepatite A sobrevive durante 4 semanas na superfície dos objetos, devendo dar-se prioridade ao hábito de lavar as mãos antes das refeições ou antes de preparar e manipular os alimentos. A maior concentração de vírus nas fezes surge na fase mais tardia do período de incubação e no período inicial da fase prodrômica, pelo que a restrição de locomoção deve ficar a critério médico e indicadores epidemiológicos locais, sendo que o MS recomenda um período mínimo de sete dias de afastamento.


Transmissão e Prevenção de Hepatite B

O vírus da hepatite B, o HBV, é transmitido por contato direto de sangue com sangue e quando alguém entra em contato com fluidos corporais durante a atividade sexual. As vias de transmissão mais comuns de hepatite B incluem o compartilhamento de equipamentos de drogas, a transmissão sexual, transmissão vertical (transmissão de mãe para filho) e horizontal (pessoa a pessoa).
A via de transmissão mais comum de HBV nos Estados Unidos é através do contato sexual com uma pessoa infectada pelo HBV. HBV está presente no sémen e fluidos vaginais e hepatite B pode ser transmitida por meio de atividade sexual. 
A transmissão pode ser mais provável durante o período menstrual de uma mulher. As taxas de transmissão do HBV são particularmente elevadas entre homens que praticam sexo com homens.
Outra via de transmissão é o compartilhamento de equipamentos de injeção de drogas e não da injeção de drogas (incluindo agulhas, torniquetes, canudos de cocaína e tubos de crack). Agulhas utilizadas para tatuagem e piercings também podem espalhar o vírus. Compartilhar objetos pessoais, como lâminas de barbear, escovas de dentes, e lixas de unha é uma via de transmissão menos provável, mas ainda possível.
Isto pode acontecer quando uma pequena quantidade de sangue infetado com HBV permanece num determinado item após o uso, sendo transferido para outra pessoa que usa o mesmo item. No passado, muitas pessoas contrairam HBV através de transfusões de sangue, no entanto, um teste para HBV no sangue doado tem sido usado desde 1972 e um teste para HCV tornou-se disponível em 1992.
Hoje, as transfusões de sangue são consideradas seguras. Os profissionais de saúde podem ser expostos ao HBV através de picadas de agulha e outras exposições acidentais no trabalho.
Transmissão vertical ou transmissão perinatal de mães infetadas pelo HBV aos seus bebés ocorre em áreas onde HBV é endêmica (ou seja, restrita a uma região determinada, localidade ou grupo). A transmissão é mais provável se a mãe tiver um alto nível de HBV no sangue; mães co-infetadas com HCV e HIV, além de HBV também parecem ser mais propensas a transmitir a hepatite B para seus bebês.
Embora o antigénio de superfície da hepatite B, uma partícula de vírus, esteja presente no leite materno, não há nenhuma evidência de que a hepatite B seja transmitida através da amamentação, se a criança for vacinada.
Estudos indicam que a transmissão do HBV horizontal é comum entre crianças pequenas em áreas onde o vírus é endêmico, provavelmente devido a arranhar e morder. Apesar de HBV ser detectável na saliva, a hepatite B não é conhecida por ser transmitida por espirros, tosse ou compartilhamento de talheres ou copos. A transmissão familiar de HBV é incomum. Não existem casos documentados de transmissão do HBV através da urina, fezes, suor, lágrimas, ou vômito. Num terço ou mais dos casos, as pessoas não têm fatores de risco identificáveis, e a via de transmissão da hepatite B é desconhecida.

O que é a hepatite B

A hepatite B é um vírus transmitido através do sangue. Ele entra no corpo através da exposição direta de sangue e através do contato sexual. Em menos de 5% dos adultos infetados com HBV torna-se crônica e mantêm a infeção pelo HBV por mais de seis meses. Para crianças que sejam infectadas com o HBV no nascimento, ou crianças jovens, o risco de se tornarem cronicamente infetadas pode ser tão alto quanto 90%, a menos que haja intervenção no nascimento com a vacina HBV infantil e IGHB. Em todo o mundo cerca de 2 bilhões de pessoas foram infetadas e entre 400 e 800 milhões estão cronicamente infetadas com Hepatite B, sendo que quase 25% destas pessoas também têm hepatite C crônica, e como consequência podem desenvolver lesão hepática grave. Complicações decorrentes da hepatite B são a 10 ª maior causa de morte no mundo. Hepatite B é responsável por até 70% de todos os casos de câncer de fígado em todo o mundo. Em 2009, nos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estimou-se que 38.000 americanos foram infetados com o HBV. Também se estima que entre 2 e 3 milhões de americanos têm hepatite B crônica, dos quais 65% não sabem que a têm. Asiáticos e imigrantes de outras áreas do mundo onde a hepatite B é endêmica têm taxas mais altas de infeção; mas são infetados no nascimento ou enquanto crianças. Por exemplo, 1 em cada 8 americanos vietnamitas; 1 em cada 10 americanos chineses e 1 em cada 12 coreanos americanos deverão estar infetados com hepatite B crónica.
A Agência de Saúde Pública do Canadá estima que entre 0,7 e 0,9 por cento da população do Canadá é cronicamente infetada pelo HBV. Cerca de cinco por cento de pessoas no Canadá tiveram hepatite B em algum momento de suas vidas. Em 2008, a taxa relatada global da infeção por hepatite B aguda no Canadá foi de 0,74 (indivíduos infetados) por 100.000 pessoas que vivem no Canadá. A maior parte das pessoas infetadas com o HBV não apresentam sintomas e levam uma vida normal. No entanto, em cerca de 25% dos casos de Hepatite B podem surgir sérios danos no fígado, incluindo a fibrose e cirrose, geralmente ao longo de vários anos ou décadas. Em casos graves, a hepatite B pode levar à insuficiência hepática, câncer de fígado e morte. Existe disponível uma vacina eficaz para prevenir a HBV. Também existem vários tratamentos que podem ajudar a controlar a infeção crônica por HBV e retardar ou parar a progressão da hepatite B.

O que é a hepatite A

Hepatite é um termo geral que identifica uma inflamação do fígado que pode ser causada por uma variedade de vírus diferentes, tais como hepatite A, B, C, D e E. Uma vez que o desenvolvimento de icterícia é uma característica da doença de fígado, o diagnóstico correto apenas pode ser efetuado testando os soros de pacientes quanto à presença de anticorpos.anti-virais específicos.

A hepatite A, uma das doenças mais antigas e conhecidas na humanidade, é uma doença auto-limitada que resulta em hepatite fulminante e morte em apenas uma pequena proporção de pacientes. No entanto, é uma importante causa de morbidade e de perdas socioeconômicas em muitas partes do mundo.
Transmissão do HAV é tipicamente promovida através da via fecal-oral.

As infeções ocorrem no início da vida em áreas onde o saneamento é deficiente e as condições de vida são deficitárias. Com a melhoria do saneamento e higiene, as infeções diminuíram e, consequentemente, o número de pessoas suscetíveis à doença diminuiu.
Sob certas condições, as epidemias explosivas podem surgir a partir de contaminação fecal de uma única fonte. 

Hepatite A foi chamada anteriormente de hepatite infeciosa, epidemia de hepatite, epidemia icterícia, icterícia catarral e hepatite tipo A,

A hepatite A é causada por infeção com o vírus da hepatite A (HAV), identificado pela primeira vez por microscopia eletrônica em 1973.
O vírus interfere com as funções do fígado, enquanto replica em hepatócitos. O sistema imunológico do indivíduo é então ativado para produzir uma reação específica para o combater e, possivelmente, eliminar o agente infecioso. Como consequência do dano patológico, o fígado torna-se inflamado.
HAV é transmitido de pessoa a pessoa por via fecal-oral.

Como HAV é abundantemente excretado nas fezes e podem sobreviver no ambiente por longos períodos de tempo, normalmente é adquirido pela ingestão de alimentos ou água contaminados com fezes. Propagação direta de pessoa a pessoa é comum em locais com condições higiénicas pobres.
Ocasionalmente, HAV também é adquirido através do contato sexual (anal-oral) e transfusões de sangue.
Pessoas que nunca contraíram HAV e que não são vacinadas contra a hepatite A, estão em risco de infeção.
Os fatores de risco para a infecção pelo HAV estão relacionados com a resistência de HAV ao meio ambiente como falta de saneamento em grandes áreas do mundo. Em áreas onde HAV é altamente endêmico, a maioria das infeções HAV ocorrem durante a primeira infância.
O vírus está presente em todo o mundo, e o risco de infeção é inversamente proporcional ao nível do saneamento e higiene pessoal.

Nos países em desenvolvimento, com precárias condições de higiene, quase todas as crianças são infectadas com HAV antes da idade de 9 anos. Há subestimação substancial de casos de hepatite Nessas áreas, as infeções HAV em crianças são na sua maioria assintomáticas e, portanto, não reconhecidas.
Na maioria dos países desenvolvidos, é pouco provável ocorrer transmissão HAV endémica.

Conhecendo a hepatite viral

A hepatite viral é uma infeção do fígado causada por um de vários vírus. Os tipos mais comuns de hepatite viral são a hepatite A, hepatite B, e hepatite C. Embora todos os três tipos de hepatite possam causar sintomas semelhantes, cada vírus é disseminado de diferentes maneiras. 

Como se transmite a hepatite viral? 

• Hepatite A é geralmente transmitida quando uma pessoa ingere matéria fecal, mesmo que em quantidades microscópicas, de uma pessoa infetada. Durante as relações sexuais, a hepatite A pode ser transmitida através do contato oral/anal direto ou contato com os dedos ou objetos que estiveram perto do ânus de uma pessoa infetada. A hepatite A também pode ser transmitida através de alimentos ou água contaminados, ocorrendo mais frequentemente em países onde a hepatite A é comum. 
• Hepatite B é transmitida quando os fluidos corporais, tais como sêmen ou sangue de uma pessoa infetada com o vírus da Hepatite B entra no corpo de alguém que não está infetado. O vírus da hepatite B é 50 a 100 vezes mais infeccioso do que o HIV e é facilmente transmitido durante a atividade sexual. A hepatite B também pode ser transmitida através de compartilhamento de agulhas, seringas ou outros equipamentos usados para injetar drogas. 
• A hepatite C é transmitida através do contato com o sangue de uma pessoa infetada, principalmente por meio de compartilhamento de agulhas, seringas ou outros equipamentos de drogas injetáveis. A hepatite C também pode ser transmitida quando tatuagens e piercings são efetuados em ambientes informais ou com instrumentos não esterilizados. Apesar de incomum, a hepatite C também pode ser transmitida através do contato sexual. Ter uma doença sexualmente transmissível como o HIV, sexo com múltiplos parceiros, ou sexo violento, parece aumentar o risco de uma pessoa em contrair a hepatite C.

Diagnóstico diferencial das hepatites virais

As hepatites se confundem com uma série de patologias que apresentam manifestações clínicas semelhantes, sejam infecciosas ou não. O perfil epidemiológico da macrorregião e a sazonalidade devem orientar na suspeita do diagnóstico. No período prodrômico, os principais diagnósticos diferenciais são:
  • Mononucleose infecciosa (Epstein-Barr);
  • Toxoplasmose;
  • Citomegalovírus;
  • Dengue;
  • Febre hemorrágica.
Nessas patologias, quando há aumento das aminotransferases, em geral, são abaixo de 500 UI.
Os principais diagnósticos diferenciais nas doenças transmissíveis são:
  • Leptospirose: as aminotransferases raramente ultrapassam 100 UI, e a hiperbilirrubinemia decorre do aumento da fração direta. Avaliação epidemiológica (antecedentes de exposição);
  • Malária grave: aminotransferases em geral não excedem 200 UI, a icterícia é discreta e há em geral predomínio de bilirrubina indireta. Avaliação de exposição;
  • Febre Amarela: a forma grave é acompanhada de icterícia, além de sangramento e aminotransferases altas;
  • Ricketisiose;
  • Sífilis secundária;
  • Brucelose e outras.
Outros diagnósticos diferenciais das hepatites nas doenças não-transmissíveis:
  • Hepatite aguda por substâncias tóxicas (álcool, solventes químicos, etc.);
  • Hepatite medicamentosa (paracetamol, rifampicina, isoniazida, etc.);
  • Icterícias hemolíticas (anemia falciforme, talassemia, anemia esferocítica constitucional – em todas ocorre predomínio de bilirrubina indireta);
  • Colestase reacional;
  • Síndrome de Gilbert;
  • Septicemia.
Nos casos de hepatite aguda deve-se avaliar faixa etária, história pregressa de outros quadros similares, fatores de risco como exposição domiciliar, prática sexual e uso de drogas injetáveis ou inaladas, para auxiliar na suspeita diagnóstica e na solicitação de exames laboratoriais.

Identificar casos suspeitos de hepatite

Sintomático ictérico:
  • Indivíduo com icterícia (recente ou não), com ou sem sintomas como febre, mal-estar, náuseas, vômitos, mialgia, colúria e hipocolia fecal;
  • Indivíduo com icterícia que evoluiu para óbito, sem outro diagnóstico etiológico confirmado.
Sintomático anictérico:
  • Indivíduo sem icterícia, com sintomas como febre,  mal estar, náuseas, vômitos e/ou mialgia e com aumento das aminotransferases (TGO/TGP).
Assintomático:
  • Indivíduo com aumento das aminotransferases (maior ou igual a três vezes o limite superior do método laboratorial realizado);
  • Doador de sangue com marcador de hepatite B e/ou C reagente.
A etiologia dos casos suspeitos de hepatite aguda  deve ser pesquisada conforme segue:
  • Em  crianças e adolescentes  deve-se pesquisar primeiro a Hepatite A, exceto se paciente com vínculo epidemiológico bemestabelecido ou exposição confirmada ao vírus B ou C (residir com portadores de hepatites virais crônicas ou estar em situação de vulnerabilidade).
  •  Pesquisar Hepatites B e C antes da A se indivíduo  sabidamente com imunidade adquirida para Hepatite A.
  • Pesquisar Hepatites B e C se o indivíduo foi exposto a uma fonte de infecção documentada (por exemplo, profissional da saúde).

Hepatites virais

As Hepatites Virais têm grande importância na saúde pública brasileira considerando-se o número de indivíduos  atingidos e a possibilidade de complicações das formas agudas e crônicas. Sua distribuição é universal, mas há grande variação regional na prevalência de cada hepatite.
A Hepatite A  é de transmissão fecal-oral, por contato inter-humano, por meio de água e alimentos contaminados e objetos inanimados, assim, sua disseminação está relacionada com a infra-estrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene pessoal. Geralmente a doença é autolimitada, não havendo descrição de cronificação e a hepatite fulminante é complicação rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos.  
A infecção pelo vírus da Hepatite B é transmitida por via parenteral e, sobretudo, por via sexual (DST), apresentando cronificação em 5 a 10% dos casos em adultos. Nos casos de transmissão vertical, porém, pode ocorrer cronificação em 70 a 90% das crianças quando a mãe está com o vírus replicante (HBeAg reagente) e 10 a 40% quando não está replicante (AntiHBe reagente). Os indivíduos com infecção crônica são o principal reservatório viral, sendo a fonte de infecção para as outras pessoas, além de apresentar risco de doença  hepática avançada (cirrose, carcinoma hepatocelular) após um período variável de tempo (cerca de 10 a 30 anos). 
Quanto à  Hepatite C, sua transmissão ocorre principalmente por via parenteral, sendo a via sexual possível,  mas pouco frequente (menos de 5% em parceiros estáveis); porém, a coexistência de outras DST, carga viral alta, exposição sexual com múltiplos parceiros sem preservativos, constitui-se um facilitador desta transmissão. Em até 40% dos casos não é possível identificar a via da infecção. A média de infecção entre crianças nascidas de mães HCV positivas é de aproximadamente 6%, sendo que mães com elevada carga viral ou co-infectadas pelo HIV tem maior probabilidade de transmissão vertical. Cerca de 70 a 85% dos casos infectados evoluem para cronificação e 20% desses poderão evoluir para cirrose, em média, após um período de 20 a 30 anos, sendo que esta evolução pode ser acelerada quando associado a alguns fatores de risco, como coinfecção HBV e/ou HIV e ingestão de álcool. Os pacientes com cirrose apresentam um risco de desenvolvimento de carcinoma hepatocelular de 1 a 4% ao ano.
A Hepatite D tem transmissão semelhante à Hepatite B, sendo que o vírus depende do HBsAg para se replicar. É a principal causa de cirrose em áreas endêmicas, porém no Brasil só há descrição na região amazônica ocidental. É considerada co-infecção quando um indivíduo susceptível se infecta simultaneamente pelo HBV e HDV, enquanto é chamada  de superinfecção aquela em que a infecção pelo vírus D ocorre em um portador crônico do HBV. O prognóstico revela-se bem diferente, na superinfecção o índice de cronicidade para o HDV é significativamente maior (~80%) que na co-infecção (3%). 
O vírus da Hepatite E é de transmissão fecal-oral e não apresenta cronificação, porém pode ter formas agudas graves, principalmente em gestantes. 
O tratamento das hepatites B e C é prolongado, sendo feito com imunoestimulantes (interferon) e antivirais.
O objetivo do tratamento é a eliminação do vírus, de modo a reduzir a evolução para cirrose e carcinoma hepatocelular e a redução da transmissão viral. A indicação do tratamento depende da função do fígado, do grau de fibrose hepática e da carga viral, além de outros critérios (coinfecção com HIV, por exemplo). Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de sucesso terapêutico.

Hepatite

Hepatite é uma inflamação do fígado que pode comprometer seu funcionamento normal. Pode ser causada por vírus, bactérias, álcool, drogas e alguns medicamentos. Hepatites virais são inflamações do fígado causadas por diferentes tipos de vírus. Cada uma recebe no nome a letra correspondente ao vírus que a originou: hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D, hepatite E. As hepatites podem ser diferentes na forma de transmissão e nos danos que causam à saúde.
Na maioria dos casos, não existem sintomas e a hepatite passa despercebida. Em alguns casos, ocorrem fadiga,  falta de apetite, enjôo, vômitos, urina escura, pele e olhos amarelados (icterícia), fezes esbranquiçadas. A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses.  Quando crônicas, algumas hepatites podem causar  cirrose e até mesmo câncer de fígado em adultos. Os sintomas não são facilmente detectados e podem demorar muitos anos para se manifestar. Nos casos de  doença hepática avançada, os sintomas mais comuns  são ascite (barriga d’água), inchaço e confusão mental. A hepatite é considerada uma doença sexualmente transmissível - DST. O principal meio de transmissão é a relação sexual sem camisinha. Também é transmitida pelo sangue contaminado e da mãe portadora para o filho. O vírus B está presente no sangue, no esperma e na secreção vaginal. Entre as causas estão:
  • Por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada;
  • Da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação; 
  • Ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar,  escovas de dente,  alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings;
  • Por transfusão de sangue contaminado.

Hepatites virais crônicas em paciente infectado pelo HIV ou com aids

Estudos recentes indicam importante impacto das hepatites virais crônicas em paciente infectado pelo HIV ou com aids. Estudos realizados no Brasil indicam uma prevalência em torno de 5 a 8% de co-infecção HIV HBV e 17 a 36% de HIV HCV.
Nos últimos anos, estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa têm mostrado que as hepatopatias (insuficiência hepática crônica, cirrose e hepatocarcinoma) estão se tornando importante causa de hospitalização e de óbito entre os pacientes com HIV/aids.
Ao contrário de outras doenças oportunistas próprias das pessoas em imunodepressão devido à aids, tem-se observado aumento da incidência das complicações crônicas das hepatites virais neste grupo de pessoas.
Não foram observadas interações significativas entre o HIV e o HAV. A interação entre HIV e as hepatites B e C é bem clara e, além da aceleração do acometimento hepático, observa-se piores taxas de resposta ao tratamento. O tratamento das hepatites crônicas virais em pacientes infectados pelo HIV é complexo e deve ser realizado, preferencialmente, em serviços especializados e por profissionais que tenham experiência com as duas doenças.

Tratamento da hepatite E

Da mesma forma que na hepatite A, o diagnóstico clínico da hepa tite E aguda não permite diferenciar de outras formas de hepatites virais, apesar de ser possível a suspeita em casos com quadro clínico característico em áreas endêmicas. O diagnóstico específico pode ser feito pela detecção de anticorpos IgM contra o HEV no sangue.
O repouso é considerado medida imposta pela própria condição do paciente.
A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente anorético. De forma prática, deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool: esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Hepatite E

A hepatite E, é uma Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus E (HEV) do tipo RNA, classificado como pertencente à família Caliciviridae.
O período de incubação, intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível ao vírus e o início dos sinais e sintomas clínicos da doença neste hospedeiro, varia de 15 a 60 dias (média de 40 dias).
A hepatite pelo HEV ocorre tanto sob a forma epidêmica, como de forma esporádica, em áreas endêmicas de países em desenvolvimento.
A via de transmissão fecal-oral favorece a disseminação da infecção nos países em desenvolvimento, onde a contaminação dos reservatórios de água mantém a cadeia de transmissão da doença. A transmissão interpessoal não é comum. Em alguns casos os fatores de risco não são identificados.
Como na hepatite A, a melhor estratégia de prevenção da hepatite E inclui a melhoria das condições de saneamento básico e medidas educacionais de higiene.
A maioria dos casos evolui para a cura, sendo necessária a hospitalização dos casos mais graves, os quais são mais freqüentes entre gestantes. Quadro clínico assintomático é comum especialmente em crianças. Assim como na hepatite A, admite-se que não existem formas crônicas de hepatite E.

Tratamento da hepatite D

Os modos de transmissão da hepatite D são os mesmos do HBV.
A suspeita diagnóstica pode ser guiada por dados clínicos e epidemiológicos.
A confirmação diagnóstica é laboratorial e realiza-se por meio dos marcadores sorológicos do HDV, posterior à realização dos exames para o HBV.
Como é feito o tratamento?
Hepatite aguda: não existe tratamento e a conduta é expectante, com acompanhamento médico. As medidas sintomáticas são semelhantes àquelas para o vírus B.
Hepatite crônica: este tratamento deverá ser realizado em ambulatório especializado.

Prevenção da hepatite D

A melhor maneira de se prevenir a hepatite D é realizar a prevenção contra a hepatite B, pois o vírus D necessita da presença do vírus B para contaminar uma pessoa. Assim:

1. Não compartilhar alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamento para uso de drogas.

2. Usar preservativo, controle de bancos de sangue, vacinação contra hepatite B indicada para os seguintes grupos populacionais:
  • menores de um ano de idade, a partir do nascimento;
  • filhos de mães portadoras do HBsAg devem ser vacinados nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente;
  • na faixa de 1 a 19 anos de idade;
  • em todas as faixas etárias em pessoas doadoras regulares de sangue, portadores de hepatite C, pacientes em hemodiálise, politransfundidos, hemofílicos, talassêmicos, profissionais de saúde, populações indígenas, comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B, pessoas portadoras do HIV (sintomáticas e assintomáticas), portadores de neoplasias, pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições para crianças e adolescentes, Forças Armadas, etc.), população de assentamentos e acampamentos, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, vítimas de violência sexual.
3. Imunoglobulina humana anti-vírus da hepatite B: é indicada para recém-nascidos de mães portadoras do HBsAg, contatos sexuais com portadores ou com infecção aguda (o mais cedo possível e até 14 dias após a relação sexual) e vítimas de violência sexual (o mais cedo possível e até 14 dias após o estupro).
4. Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da Saúde.

Hepatite D, aguda e crônica

Da mesma forma que as outras hepatites, a hepatite D pode cursar de maneira assintomática, oligossintomática e sintomática, dependendo em parte do momento de aquisição do vírus delta, se conjuntamente (co-infecção) com o HBV ou em já portadores crônicos deste vírus (superinfecção).
  • Co-infecção do vírus D com o vírus B em indivíduos normais: ocorre quando o indivíduo adquire simultaneamente os vírus B e D. Na maioria dos casos se manifesta como uma forma de hepatite aguda benigna, com as mesmas características de uma hepatite aguda B clássica. O prognóstico, geralmente, é benigno, ocorrendo completa recuperação e clarificação do HBV e HDV. A evolução para a cronicidade é rara.
  • Superinfecção pelo vírus D em portadores (sintomáticos ou assintomáticos) do vírus B: ocorre quando o indivíduo previamente infectado pelo vírus B, que evoluiu para a cronicidade, é contaminado pelo vírus D. O prognóstico é mais grave, podendo haver dano hepático severo, ocasionando formas fulminantes de hepatite ou evolução rápida e progressiva para a cirrose.
A infecção crônica delta é semelhante às de outras hepatites crônicas.
A cirrose é mais freqüente neste tipo de hepatite do que nos portadores de hepatite B isolada.