Informação sobre hepatite, causas, sintomas e tratamento da hepatite A, hepatite B, hepatite C, hepatite D e hepatite E, hepatite aguda e crônica.


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Medidas de Controle da hepatite E

O virus HEV ocorre principalmente em países com infra-estruturas de saneamento básico precárias. As medidas de controle incluem a notificação de surtos e os cuidados com o paciente. A notificação é importante para que se desencadeie a investigação das fontes comuns e o controle da transmissão por meio de medidas preventivas.
Os cuidados com o paciente incluem o afastamento do mesmo das atividades normais (se criança, isolamento e afastamento da creche, pré-escola ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença e a máxima higiene, com desinfecção de objetos, limpeza de bancadas e do chão, utilizando cloro ou água sanitária. As medidas preventivas incluem:
  • Educação da população quanto às boas práticas de higiene, com ênfase na lavagem das mãos após o uso do banheiro, na preparação de alimentos e antes de se alimentar;
  • Medidas de saneamento básico com água e esgoto tratados;
  • Orientação das creches, pré-escolas e instituições fechadas para adoção de medidas rigorosas de higiene, como lavagem das mãos ao efetuar trocas de fraldas, no preparo dos alimentos e antes de comer, além da desinfecção de objetos, bancadas, chão, etc.
Até ao momento não existem imunobiológicos eficientes e disponíveis para o controle da hepatite E.
Como na hepatite A, a melhor estratégia de prevenção da hepatite E inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene pessoal. A maioria dos casos evolui para a cura, sendo necessária a hospitalização dos casos mais graves, mais frequentes entre gestantes. A recuperação é completa, e o vírus totalmente eliminado do organismo.


Medidas de Controle da Hepatite A

A melhor forma de prevenir a hepatite A é a implementação de medidas sanitárias e de higiene pessoal. A resistência do vírus da hepatite A no ambiente é relativamente alta.
Alguns estudos demonstraram experimentalmente a capacidade infectante do HAV em água e solos contaminados, após 3 meses a 25°C. Permanece viável por vários anos a -70°C e até 1 hora em temperatura entre 37° C e 60°C, sendo inativado pela fervura por 1 minuto. É resistente aos desinfetantes de superfície mais comuns, como o éter e os detergentes nãoiônicos; porém, perde a infectividade quando exposto ao formaldeído (0.25%) por 72 horas, ao cloro (1 mg/ml) por 30 minutos e à radiação ultravioleta.
O vírus da hepatite A sobrevive durante 4 semanas na superfície dos objetos, devendo dar-se prioridade ao hábito de lavar as mãos antes das refeições ou antes de preparar e manipular os alimentos. A maior concentração de vírus nas fezes surge na fase mais tardia do período de incubação e no período inicial da fase prodrômica, pelo que a restrição de locomoção deve ficar a critério médico e indicadores epidemiológicos locais, sendo que o MS recomenda um período mínimo de sete dias de afastamento.